NOSSA CASA TEM HISTÓRIA PDF Imprimir E-mail
interior-palaceteO PALACETE CONDE DO PINHAL, que abriga a Secretaria Municipal de Educação e  a Sede do  Conselho Municipal da Educação foi concebido originalmente como a nova residência urbana e escritório político de Antonio Carlos de Arruda Botelho, o Conde do Pinhal.

O novo Palacete, situado num terreno compreendido pelas ruas São Bento (Conde do Pinhal), do Comércio (Av. São Carlos), taí (Dona Alexandrina) e Municipal (Major José Inácio), foi encomendado ao engenheiro-arquiteto italiano Pietro David Cassinelli, com a recomendação de que seu aspecto externo tivesse como referência o Casarão do Marquês de Três Rios, localizado em São Paulo.

Em estilo eclético, neo-renascentista, o Palacete possui dois pavimentos, pinhas de louça coroando o telhado, balcões de ferro trabalhados, o piso em madeira pinho-de-riga e uma cúpula iluminando a escada. Os balcões fronteiriços estão voltados para o antigo Jardim Público, inaugurado em 1895, e duas sacadas na face leste, voltada para o jardim particular, onde se localizava o “chalé de hóspedes”.

O restante do terreno constituía uma grande área arborizada, vedada por muros de taipa, onde se localizava um portão de ferro, à Rua Municipal (Major José Inácio), destinado à entrada de carruagens e por onde se fazia todo o serviço de manutenção da casa.

Com a morte do Conde, em 1901, a família deixou de utilizá-lo. Durante o período de 1906 a 1913, abrigou o Colégio São Carlos, das Irmãs do Santíssimo Sacramento. Em 1918, o Poder Público adquiriu o casarão, e instalou-se ali em 1921.

conde-do-pinhalO CONDE DO PINHAL, Antonio Carlos de Arruda Botelho foi um dos responsáveis pela fundação, consolidação e desenvolvimento de São Carlos. Vindo de Piracicaba, após a morte de seu pai em 1854, assumiu o controle dos negócios, cabendo-lhe a responsabilidade da partilha dos bens e direção da Fazenda do Pinhal.

Seguiu a carreira política ocupando os cargos de vereador, presidente da Câmara de Araraquara, chefe do Partido Liberal na região e na Província. Deputado e presidente na Assembléia Provincial, deputado geral e membro da Lista Tríplice de senador.

Com sua visão empreendedora, o Conde tornou produtivas suas terras, com área de invernada, cana-de-açúcar, criação de gado e incrementou a plantação de café. Fundou a Casa Comissária Arruda Botelho, em Santos e foi um dos responsáveis pela construção da estrada de ferro que liga Rio Claro a São Carlos. Com os recursos obtidos pela venda da Companhia Rio Claro de Estrada de Ferro, Antonio Carlos investiu no setor financeiro: fundou o Banco de São Paulo, o Banco União de São Carlos, que subsidiava os cafeicultores da região, e um Banco em Piracicaba, os dois últimos atingidos pela crise do café.

As atividades comerciais, políticas e empreendedoras do Conde do Pinhal foram em parte investidas no Município. Juntamente com outros cafeicultores financiaram a implantação da infra-estrutura urbana, que facilitou o processo de industrialização em São Carlos.

No dia 13 de Março de 1901, um dia após o funeral do Conde, o jornal O Commercio de São Paulo publica: “Era um belo exemplar da forte raça paulista (...) Aquelle homem amara sempre a terra. Ao seu cultivo dedicara toda a energia de sua mocidade e della arrancara os thezouros com que constituiu o patrimônio que para o Brasil era uma grande e opulenta fortuna”.

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